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Douro Litoral
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Restaurantes visitados:
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Artur
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O Douro internacional que vai de Barca d´Alva até Miranda do Douro, num trajecto fantástico em que o rio é apertado entre ravinas escarpadas, é um destino recomendável para os apreciadores de sossego, ar puríssimo e uma paisagem de cortar a respiração. Ali o rio é navegável a montante da barragem de Miranda do Douro e entre as barragens do Picote e da Bemposta, onde se encontram pequenos barcos para dezasseis pessoas, que proporcionam passeios extremamente agradáveis.
Mais abaixo é a barragem de Aldeiadávila, gerida por Espanha, a jusante da qual é possível passear de barco a remos, apreciando a beleza extrema das suas margens. São penhascos enormes de pedra rude e agreste habitados apenas por imensos tipos de aves, desde as simples andorinhas até às imponentes águias reais, de que ali existem alguns exemplares. Com a curiosidade de serem alimentados pelos serviços da Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta e do parque Natural do Douro Internacional.
Do outro lado é também uma encosta escarpada mas pejada de plantações de laranjeiras e oliveiras, entremeadas de pequenas hortas, numa variedade de verdes muito agradável. A encosta é serpenteada por uma estradinha estreita mas com bom piso, que parte cá de cima de Lagoaça, uma simpático aldeia transmontana, com casario bem arranjado e duas ou três casas senhoriais que atestam a presença, outrora, de fidalgos abastados da região. Na padaria da aldeia ainda se coze o pão a lenha, de trigo e de centeio, e um delicioso pão de azeite á maneira antiga.
Nos talhos de lagoaça, a par da carne de porco, brilha a carne de vitela mirandesa, oriunda de animais certificados que se alimentam à vontade nos pastos abundantes de todo o planalto. E a fruta da região, sem os ricócós da Europa do nosso descontentamento. As laranjas, as ameixas, os pêssegos e as cerejas carnudas e deliciosas. E como a fome vai apertando, basta seguir a Estrada em direcção a Moncorvo e, alguns quilómetros adiante, demandar o célebre “Artur”, na povoação de Carviçais, hoje em dia um dos itinerários recomendados no mapa dos festivais de música rock do verão.
Este “Artur”, outrora tasquinha pequena e aconchegada à face da Estrada, é hoje casarão de pedra trabalhada, mais à frente e na mesma Estrada, também com quartos para alugar. Sala de boas dimensões que alberga agora umas dezenas de comensais, continua, no entanto, a primar pela qualidade da comida, do pão e das azeitonas, passando pela sopa da aldeia, até à excelência da posta de vitela, do melhor que se faz lá por cima. Até o vinho, carrascão, continua a ser muito bom.
Já agora andamos mais uns quilómetros, poucos, até outra bonita aldeia antes de Moncorvo, de seu nome Felgar, onde podemos pernoitar numa unidade de turismo rural que é um autêntico achado, a Casa de Santa Cruz. Ali nos dão uns dias de repouso, tranquilidade absoluta e comida transmontana da melhor: o pão e o queijo da região, o azeitinho puro, as sopas da aldeia muito saborosas. O bacalhau assado na brasa com batata cozida e cebola e o polvo assado no forno com batata a murro. O arroz de pato muito apurado, o peru recheado assado no forno. Cabrito ou borrego assados no forno. Arroz de cabidela e mais algumas iguarias. E nem faltam os doces. Bolo de ovos e bolacha e o leite creme. Moncorvo fica a 8 ou 9 quilómetros, mais abaixo um pouco está o rio Douro, e a apenas 5 quilómetros está toda a beleza do traçado do rio Sabor. Uns dias bem passados.
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Sugestão apresentada em Novembro 2005
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Comentários enviados:
| | Freixo de Espada à Cinta, Barca D'Alva, Figueira de Castelo Rodrigo, lindas regiões do nosso País. Já agora experimentem um pouco mais acima, e passem em Castelo Rodrigo. Visitem "O Cantinho dos Avós", comam bem e disfrutem da belíssima paisagem na esplanada panorâmica. è um pequeno paraíso... | | 06/02/2007 | | Ana Brito |
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