|

|
|
|
Douro Litoral
|
|
|
Restaurantes visitados:
|
Al Forno Foz Velha
|
 |
|
|
A Foz velha, onde o rio Douro encontra o mar, perante aquele jardim do Passeio Alegre cheio de memórias de infância, de passeios pela mão dos mais velhos, com as palmeiras imponentes a olhar-nos lá de cima. E o som do mar, que por vezes também se mostrava, cobrindo por completo o pequeno e indefeso farol ao fundo do comprido paredão, que as águas do oceano pareciam engolir. É uma zona bem antiga, desde sempre pertença da burguesia da cidade, a par de ruelas estreitas em que coabitavam gentes simples e de parcos recursos. Hoje zona muito procurada e onde os preços imobiliários atingem níveis a roçar o escandaloso. Ali continuam, no entanto, vastas áreas preservadas das grandes construções, onde se podem ainda apreciar casas simples, que não escondem a idade, ainda assim geralmente muito bem conservadas.
E é um prazer imenso passear por aquelas ruas estreitas e respirar o aroma típico da velha cidade. Ali em frente ao mar a antiga fortaleza, hoje classificada e junto da qual funciona há algumas décadas um conhecido clube de ténis. É ali no largo fronteiro que no mês de Junho se montam os estaminés onde se hão-de celebrar os santos populares, de que se destaca S.João, o santo padroeiro da cidade, com muitos comes e bebes à mistura. No frondoso jardim funciona desde sempre um café com esplanada, o Chalé Suíço, muito agradável pelo bom tempo. Logo em frente, uma das mais conhecidas casas de mercearia fina da cidade, o velho Augusto Leite, hoje liderada pelo Sr. Luís, que mais tarde montou uma garrafeira, um pouco à frente. Não há especialidade que ali se não encontre, por mais esquisita que seja. Enchidos, charcutaria fina, queijos, fumados, enlatados dos quatro cantos do mundo, pão de todas as qualidades, fruta e legumes, mais a doçaria tradicional, uma tentação para os paladares, servida com a simpatia das gentes da casa. Na garrafeira, está lá tudo, desde o muito antigo até à mais recente novidade. De visita obrigatória.
Mas na Foz também há bons locais para comer de faca e garfo. Ali na rua do Adro, bem perto da vetusta igreja de S. João, funciona há já alguns anos uma casa a servir sempre com grande qualidade, apostando desde sempre na comida italiana. E não só nas pizzas, mas sim numa ementa completa da cozinha transalpina: o restaurante "Al Forno”. Numa casa antiga muito bem adaptada a função restaurativa, decorada com extremo bom gosto e de um conforto exemplar, onde nos sentimos muito bem. O forno de lenha impõe-se desde logo à vista e ao olfacto, com um simpático balcão por companhia,, onde são preparadas as massas e os condimentos que vão repousar no dito forno, antes de vir para a mesa.
Mas a ementa é muito completa, com paladares para gostos diversos. Pão muito bom na companhia de paté de confecção própria e azeitonas bem temperadas. Pão de alho simples ou busceta, que é o pão de alho com tomate fresco barrado, delicioso. Ainda nas entradas aparecem os carpaccios de salmão, espadarte, tubarão e carne, as beringelas à milaneza, os espinafres gratinados à fiorentina, de fino paladar, mais as amêijoas ou os mexilhões na caçarola. As sopas podem ser de tomate, muito bem confeccionada, a ferver, com um pouco da natas por companhia, a minestrone e a sopa do dia. Mais umas quantas saladas bem temperadas, de que se destaca a salada de pato, muito boa. As pastas são presença obrigatória na cozinha italiana. Ali no “Al Forno” apresentam-se para cima de duas dúzias de possibilidades, entre spagueti, macarrão, taglatiele e fetucine.
Há também as lasagnas muito bem preparadas, mais umas quinze variedades de pizzas, à escolha do freguês, de massa baixinha e estaladiça. O que está por cima é que varia. No peixe a única possibilidade é o peixe assado no forno, só por encomenda, com um dia de antecedência. A ementa de carne é mais variada, apresentando anho assado no forno, rosbife para duas pessoas, de carne
|
Sugestão apresentada em Outubro 2006
|
|
|
mais passeios
|
Enviar comentário
Recomendar a um amigo
|
|

|
|