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Açores
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Resumo do Passeio
  • Ilha Terceira
  • Angra do Heroísmo
  • Monte Brasil
  • Baía de Angra
  • Passeio completo
    São nove ilhas muito pequenas, perdidas lá para o meio desse imenso Oceano Atlântico, quase todas de origem vulcânica. Com aquela instabilidade típica deste tipo de geografia, sobretudo no que respeita aos abalos sísmicos que de longe a longe fazem das suas, mas a que aquela gente já se habituou, pois nasceu com eles por companhia. É gente com um espírito muito interessante, acolhedora, hospitaleira, que gosta de receber quem a visita.

    E curiosamente, padecendo de todos os problemas do isolamento insular, é gente com um enorme espírito de abertura, ávida de contactos com outros povos e outros costumes. E que, como é óbvio, gosta de viajar. Vamos começar pela Ilha Terceira, cuja capital, Angra do Heroísmo, foi há alguns anos declarada património mundial. E compreende-se porquê, quando se vagueia pelas ruas da cidade, hoje completamente reconstruída depois do violento sismo que a abalou no princípio da década de oitenta. Sempre com o mar como grande referência, Angra é uma cidade aberta, muito limpa, em que os acessos modernos, inclusivé servidos por uma via rápida, contrastam com as ruas estreitas de empedrado antigo do seu centro histórico. E o casario muito bem reconstruído e preservado, onde abundam as fachadas coloridas e as janelas e portadas de bons madeiramentos, entremeadas por monumentos e igrejas lindíssimos, que facilmente nos transportam a outros tempos, há uns séculos atrás, quando por aqui passavam marinheiros, negociantes e corsários, que fizeram a história desta região e desta cidade.

    Percorrer as ruas de Angra é percorrer os caminhos da nossa própria história, e daqueles que por aqui se foram radicando e desenvolveram esta região, moldando-as ao longo dos séculos, dando-lhes características muito próprias. Sempre com aquela abertura ao mundo, a outros povos e culturas tão peculiar nos portugueses, e que os açoreanos levaram até às últimas consequências. Desde a segunda Guerra mundial que ali se instalaram primeiro os ingleses e depois os americanos, que ainda por lá estão, devido à localização estratégica destas ilhas entre os vários continentes: a América do Norte e do Sul, a África e a Europa. E os açoreanos lá foram aturando as diatribes dos senhores do mundo com aquela sua peculiar paciência e o toque de humor corrosivo que lhes é tão caro. E muito bem.

    A cidade é servida por uma belíssima enseada, entalada entre Angra e o Monte Brasil, logo em frente, um promontório avançado e hoje muito bem arranjado, onde se pode passear e pareciar a brisa que vem do mar, e donde se tem uma perspectiva única sobre a cidade. Cá em baixo, junto ao porto de mar, uma marina moderna com boas infraestruturas, serve os muitos velejadores que durante todo o ano demandam estas paragens.

    Também na hotelaria vão aparecendo novas unidades na ilha, e mesmo algumas mais antigas têm sido remodeladas, sendo hoje a oferta de alojamento bem maior e mais variada. E começa também a florescer o turismo de habitação e o turismo rural por toda a ilha, que tem condições excelentes para este tipo de turismo de referência.

    Numa região de forte implantação religiosa, é na ilha Terceira que a sua prática é mais fervorosa, com o ponto alto nas festas do Espírito Santo, a que voltaremos noutra crónica. Por contraste, outro dos cultos dos terceirences é o das touradas, de que são verdadeiros aficionados. O que mantém a criação em larga escala deste tipo de gado bovino, os touros, a par da criação de vacas, para a produção leiteira e de carne, beneficiando ambos daqueles pastos abundantes que vemos por todo o lado.

    E também se come muito bem nos Açores. Desde os produtos do mar, entre mariscos e peixe variado, passando pelos produtos da terra, com tubérculos a que não estamos habituados, pela carne de vaca e vitela felizmente ali ainda sem os problemas de saúde que tanto afligem o continente, até à carne de porco, muito popular, entre carne fre

    Sugestão apresentada em Outubro 2015
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