Minho
Restaurantes visitados:
É um dos vários rios que atravessa o Minho, o verde Minho, e vai desaguar em Viana do Castelo. Proporciona paisagens verdadeiramente bucólicas, aqui e ali com pequenas praias fluviais. Nas margens a floresta verdejante está bem presente , entrecortada pela cultura do milho, uma tradição que se mantém e, um pouco por todo o lado, as pequenas hortas de subsistência familiar. Mas a marca característica da paisagem rural deste Minho profundo é a cultura da vinha, muito característica da região. Sobretudo as vinhas da casta Loureiro, que encontra no vale do Lima condições excelentes de desenvolvimento. Região muito antiga, com várias povoações a remontar a tempos ainda anteriores ao nascimento de Portugal como país independente, ou seja, há mais de novecentos ano. A principal dessas povoações é Ponde de Lima, teimosa e orgulhosamente resistindo como vila. Desde a velha ponte, agora só para utilização de peões, até ao centro histórico, ali tudo nos lembra a carga da nossa história, que Ponte de Lima carrega, até aos nossos dias. Mas o tempo ali não parou, muito pelo contrário. Bons acessos e infra-estruturas, para alem da paisagem natural em que o rio Lima e o velho burgo se fundem, atraem ali muita gente um pouco e todo o país e da vizinha Galiza, entre novos e velhos. É a beleza das velhas ruas da vila, as margens do rio a proporcionar belos passeios, é a enorme feira semanal, onde se compra de tudo um pouco. É um programa cultural intenso, entre manifestações populares e outras mais eruditas, que culminam em meados do mês de Setembro com as romarias populares das Feiras Novas. Uma impressionante festa popular que durante um fim-de-semana não deixa dormir a vila. Mas durante todo o ano Ponte de Lima com o movimento de muitos bares e tasquinhas a funcionarem até tarde e, claro, os seus restaurantes tradicionais, a que se têm juntado alguns outros mais modernos. Mas, no geral, a servir comida tradicional minhota de que os sarrabulhos são expoente máximo. Sejam as papas de sarrabulho, sejam os arrozes de sarrabulho, sejam, na sua época os vários preparados de lampreia, em que o rio ainda vai sendo abundante. Mas não faltam as bacalhoadas, outra grande tradição, sobretudo quando as enormes postas altas são fritas com cebolada e batatas fritas às rodelas. Mas também os vários tipos de carne de vaca, desde a barrosão à minhota, passando pela cachena, estas duas menos conhecidas mas de enorme qualidade. Na época da lampreia aparece também o Sável, fritinho em postas muito fininhas, bem quente ou, já frio, de escabeche apetitoso.À variedade da doçaria conventual junta-se a frescura dos vinhos verdes brancos, sobretudo da casta Loureiro, e a consistência e o corpo dos vedes tintos, companhia perfeita para pratos fortes.

Sugestão apresentada em Outubro 2009
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