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Douro Litoral
Restaurantes visitados:
Resumo do Passeio
  • Arouca
  • Rio Paiva
  • Mosteiro de Arouca
  • Comércio Tradicional
  • Passeio completo
    Hoje o nosso destino é Arouca, encravada ali no meio da serra da Freita, numa região muito arborizada, quase sem poluição e onde passa um dos cursos de água mais limpos da Europa o rio Paiva.

    De acesso fácil, a partir da variante de S. João da Madeira, no entanto por estradas sinuosas, com excelente piso, mas que por isso mesmo resguardam esta região da invasão desordenada. Ali vai quem gosta mesmo de ar puro e de passeios pelo monte, alguns mesmo de rara beleza. E quem gosta de aprender um pouco mais da nossa história. Não longe de Arouca ficam Macieira de Cambra e Alvarenga, também a justificar uma passagem atenta ou mesmo uma visita.

    Em Arouca é de visita obrigatória o seu ex-libris de sempre, o Mosteiro de Arouca. O Mosteiro tem vindo a ser objecto de uma recuperação notável, mercê do empenho e envolvimento de muita gente quer da própria terra, quer mesmo de apreciadores da cultura portuguesa em geral. Ali no Mosteiro, para além de uma biblioteca de grande importância histórica, funciona um dos melhores museus de arte sacra da península Ibérica, por si só a justificar uma visita a Arouca, aprendendo sempre um pouco mais da nossa história.

    À saída de Arouca, em qualquer direcção, é a natureza em toda a sua pujança que nos oferece vastos motivos para um dia bem passado. Mas se escolhermos as proximidades do rio Paiva então o prazer é redobrado. É difícil encontrar um curso de água com aquelas características, que se mantêm em todo o seu percurso, até encontrar o Douro, lá mais para baixo.

    Voltando a Arouca, ao lado do Mosteiro existe um jardim público muito bonito, que nos projecta para a pacatez da localidade, de visita fácil e onde prolifera ainda o comércio tradicional. Comprar umas batatas, umas cebolas e uns legumes frescos, produzidos ali na região mais uns quilos de carne arouquesa certificada e uma caixa de doçaria tradicional, são gestos ainda hoje banais para qualquer arouquense.

    Outra das tradições de Arouca é precisamente a sua gastronomia. A vitela arouquesa dá-nos uma das melhores carnes do país, dos seus cursos de água limpíssimos saltam trutas deliciosas e a doçaria é uma tentação, só não sendo pecado porque é o proprio clero o seu grande autor e um dos seus grandes consumidores. Destacam-se as castanhas de ovos, as barrigas de freira, a morcela de ovos, as pedras parideiras e o pão de ló.

    Nos montes circundantes saltitam os cabritinhos que, depois de passados pelos fornos de lenha, vão fazer as nossas delícias. A restauração arouquense tem também vindo a evoluir, acompanhando a procura dos produtos de qualidade dos que ali vão e contribuindo imenso para a divulgação da região. Da última vez visitamos uma casa de bem comer já com alguns anos, mas recentemente totalmente remodelada, sempre a servir boa comida regional, a Casa Velha.

    Numa casa antiga, à face da estrada, com enorme parque de estacionamento, a "Casa Velha" foi objecto de obras profundas, mantendo-se o que é tradicional, como a grossa pedra de granito e os bons madeiramentos, mas juntando-lhe um toque de modernidade, que não choca, com traço de mãos profissionais. No interior duas salas noutros tantos pisos, sobre o comprido. Decoração simples, sóbria, feita com harmonia, onde pontificam alguns louceiros antigos que se mantiveram. A amesendação é muito boa, com louça de grês e simpáticas toalhas de algodão aos quadrados amarelos e brancos, a condizer com a pintura do tecto e das colunas de sustentação.

    Serviço impecável, muito simpático, e uma cozinha tradicional de gabarito. Pão e broa muito bons e azeitonas bem temperadas. Presunto serrano óptimo, salpicão caseiro e pataniscas de bacalhau mais uma boa chouriça assada na brasa. Sopa de repolho e caldo verde.

    Gambas fritas. Pataniscas de bacalhau com arroz malandro. Fanecas fritas. Polvo cozido. Polvo no forno, bem ass

    Sugestão apresentada em Março 2011
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