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Trás-os-Montes
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Restaurantes visitados:
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Casa Costa Póvoa Rica
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Se a Feira do Fumeiro de Montalegre é excelente, a de Vinhais, além de excelente é a mais antiga, a que se junta agora a Feira Gastronómica do Porco de Boticas, nos próximos dias 16, 17 e 18 de Fevereiro e, lá mais para o fim do mês, entre 24 e 26 de Fevereiro, a Feira do Fumeiro de Miranda do Douro. Mas Vinhais é de visita obrigatória, com degustação e venda de produtos que só aqui se encontram, de qualidade acima da média. A Feira é muito bem organizada, e permite a compra destas iguarias preparadas com carne de porco bízaro, que só se desenvolve nestas terras frias, de Montalegre a Vinhais, passando por Boticas e Chaves.
São animais enormes, alimentados com produtos naturais, que na maior parte do tempo não são senão os restos daquilo que se consome em casa, acima de tudo os legumes, as batatas e a fruta, e a que estes omnívoros chamam um figo. E no último mês antes do abate os produtores reforçam a alimentação dos recos, normalmente com castanha, que por aqui é abundante, o que lhes vai enriquecer ainda mais o paladar da carne.
Depois da matança, lá para o fim de Novembro ou início de Dezembro, quando o frio a sério aparece, as diversas carnes são salgadas e depois dependuradas a apanhar fumo abundante das lareiras sempre acesas. Os presuntos vão para as arrecadações ou para os sótãos, onde vão ser curados pelo frio cortante destas terras. Só mais tarde descem para apanhar o fumo purificador, esperando-os depois o Verão tórrido, para serem consumidos só mais de um ano depois, a partir de Janeiro, ou ainda mais tarde. O resto do fumeiro vem à mesa grelhado ou é mergulhado nas panelas de água a ferver logo em Janeiro e Fevereiro, sendo os lautos cozidos uma das grandes atrações gastronómicas da região.
Esta região é sempre muito bonita, podendo começar o passeio pela cidade de Chaves, cidade antiga, cheia de história, com um centro histórico muiro bem recuperado, austero, e o castelo a dominar o velho burgo. Mais acima, uma velha fortaleza foi recuperada, e ali funciona uma estalagem muito bonita, com serviço impecável, uma unidade hoteleira de prestígio. Mais abaixo, toda a marginal do rio Tâmega foi também recuperada, proporcionando passeios muito agradáveis. E também se come muito bem por aqui. Hoje propomos a visita ao restaurante Casa Costa. É mesmo em frente ao rio Tâmega, com duas grandes salas, sobre o comprido, alguma cantaria e um belíssimo tecto em madeira, de tábua corrida. Nas janelas, a curiosidade das cortinas de algodão bordadas à mão.
Amesendação impecável e serviço muito atencioso. Pão óptimo e um presunto de Chaves bem saboroso ou um chouriço grelhado como entrada. A sopa de legumes, com couve, cenoura, batata e nabo, bem quente, é um caldo grosso e saboroso que aquece as entranhas. Peixe fresco para grelhar aparece diariamente – dourada, robalo e linguado. Também o polvo grelhado e um óptimo bacalhau à lagareiro. E a curiosidade de servirem, quando há peixe para tal, uma saborosa caldeirada. Nas carnes as costelinhas de borrego, a caldeirada de cabrito muito saborosa, o bife de vitela, a costeleta de vitela, o bife de porco e a costeleta de porco.
Ainda a feijoada à transmontana, muito completa, uma belíssima posta de vitela transmontana, num naco enorme de vitela, bem trabalhado na brasa, com batata a murro e um molho muito bem preparado, com azeite, vinagre de vinho, alho e salsa, mais um toque de picante a rematar. E a alheira de Chaves, de grande qualidade, grelhada na brasa lentamente, com a pele tostadinha, muito saborosa, na companhia de batata cozida e legumes salteados, com aquele travo ligeiramente azedo, excelente. Para sobremesa destaca-se a mousse de chocolate e um queijo com doce de abóbora e nozes delicioso. De uma enorme lista de vinhos, não é dificil escolher o tinto que vai regar tudo isto. Bebeu-se um da Adega Cooperativa de Santa Marta de Penaguião que esteve
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Sugestão apresentada em Fevereiro 2010
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mais passeios
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